o que é o amor?
me perguntas
ó leitor
sei lá são tantos
há os de infância
o conquistado
amor de mãe
amigo ao lado
e até o falso amor
fuja desses
meu leitor
mas há um tipo
que é de olhar e pressentí-lo
à primeira vista
apelidam
é desses
que se come à colheradas
ainda quente
elogia-se o cozinheiro
enquanto raspa
inconsequente
até o fundo da panela.
20 de junho de 2011
10 de maio de 2011
VI ní CIOS
Vinícius nunca largou do vício
diriam
do vício de amar
ele diria
sempre À parcerar
um amigo
um uísque!
nove mulheres
diriam
nove nascimentos e
mortes
ele diria
era assim
viciado em vida
que a morte
foi lhe encontrar em sua banheira
refastelado e cândido
como uma velha mãe de santo
cercada por seus orixás!
saravá
diriam
do vício de amar
ele diria
sempre À parcerar
um amigo
um uísque!
nove mulheres
diriam
nove nascimentos e
mortes
ele diria
era assim
viciado em vida
que a morte
foi lhe encontrar em sua banheira
refastelado e cândido
como uma velha mãe de santo
cercada por seus orixás!
saravá
24 de abril de 2011
à minha terra
aceno outro adeus
feliz dia aquele de praia
e ainda outros
imensa a nostalgia
de tudo o que
não foi
por isso mesmo é tão lindo
como uma canção
que nasce
aquele foi um dia de praia
e ainda bem choveu na gente!
hoje fez sol
ah, a navalha da certeza
corta sempre incertamente
e deixa assim a gente
num contentamento
descontente
que aquela música
nos põe pasmado
e uma cachoeira
liberta
feliz dia aquele de praia
e ainda outros
imensa a nostalgia
de tudo o que
não foi
por isso mesmo é tão lindo
como uma canção
que nasce
aquele foi um dia de praia
e ainda bem choveu na gente!
hoje fez sol
ah, a navalha da certeza
corta sempre incertamente
e deixa assim a gente
num contentamento
descontente
que aquela música
nos põe pasmado
e uma cachoeira
liberta
15 de abril de 2011
filosofia sob a pós - modernidade
a vida imita a arte
ou a arte imita a vida
ou essa divisão
é cartesiana ilusão
vida como arte
arte como vida
ou a arte imita a vida
ou essa divisão
é cartesiana ilusão
vida como arte
arte como vida
11 de abril de 2011
una rara nao
despierto
oscila el piso
la manana aún dormita
y la brisa me sussurra
en una lengua desconocida...
en una nao
estoy
nubes nos abrazan
el piso oscila
en un rato
encuentrará nosotros la manana
y va mostrar que
capitanes y marineros
no estan a bordo
nadie está
voy solo
en ese raro barco
pero hay mas alguién...
pienso que sueno
y una gaviota vuela hasta mi
a graznar
no es sueno... no es sueno
a la deriva vamos yo y la nave
hay mas alguién?
tampoco tenemos
velas o motor
marineros o capitanes
todo alrededor se esvanece
vamos yo y raro buque
volando rara mar
hecha toda de palabras
oscila el piso
la manana aún dormita
y la brisa me sussurra
en una lengua desconocida...
en una nao
estoy
nubes nos abrazan
el piso oscila
en un rato
encuentrará nosotros la manana
y va mostrar que
capitanes y marineros
no estan a bordo
nadie está
voy solo
en ese raro barco
pero hay mas alguién...
pienso que sueno
y una gaviota vuela hasta mi
a graznar
no es sueno... no es sueno
a la deriva vamos yo y la nave
hay mas alguién?
tampoco tenemos
velas o motor
marineros o capitanes
todo alrededor se esvanece
vamos yo y raro buque
volando rara mar
hecha toda de palabras
10 de abril de 2011
conversa ao pé da noite
a noite serena confiança
um olhar
orvalha uma saudade
a distância
quanto valem essas estrelas
um olhar que não semeia
voa baixo alma presa
quer mudança
a noite vaga...
meu olhar saúda o seu
me pergunta uma estrela:
esquecem os homens a criança?
criar
criança
tal a essência
da esperança
um olhar
orvalha uma saudade
a distância
quanto valem essas estrelas
um olhar que não semeia
voa baixo alma presa
quer mudança
a noite vaga...
meu olhar saúda o seu
me pergunta uma estrela:
esquecem os homens a criança?
criar
criança
tal a essência
da esperança
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